Hugo Pinheiro
REFERÊNCIA INCONTORNÁVEL
Continuando a apostar sobretudo numa intensa carreira internacional, Hugo Pinheiro é, aos 31 anos, uma referência incontornável do desporto português. A renovação do título de Campeão Europeu de Bodyboard em 2009, estatuto que já tinha conquistado por duas vezes no passado recente, vem precisamente confirmar este facto numa época onde mais de metade do tempo foi passado fora do país em competições ou estágios. Já este ano Pinheiro foi Campeão da Europa por equipas, na última edição do Eurosurf.
Orgulhoso de ter nascido na Costa de Caparica no seio de uma família de pescadores, o actual campeão europeu de bodyboard vê na sua opção de vida uma forma diferente de se manter ligado ao mar.
Já a paixão pelo Tow Out é uma história mais recente na vida de Hugo Pinheiro: “Já tinha visto na televisão e na Internet e um dia decidi experimentar. Essa primeira sessão foi muito dura fisicamente, mas abriu-me a curiosidade para ir mais além. Em 2006, quando estava a competir no Mundial da Austrália experimentei mais a sério e fiquei imediatamente seduzido pela emoção desta vertente”. Este primeiro contacto além fronteiras correu tão bem que deu frutos imediatos. “Participei numa sessão em Shark Island [Austrália] e fiquei em 7º lugar entre 35 participantes o que me deu um grande estímulo para continuar”, recorda.
Nos últimos anos, Hugo Pinheiro tem-se assumido em Portugal como o grande mentor do Tow Out; “É um desporto espectacular e quero transmitir isso a mais gente, por isso comecei em 2009 a organizar as primeiras clínicas. Além disso, e numa lógica mais experimental, vou sempre fazendo sessões com um núcleo duro de atletas - e assim o Tow Out vai-se implantando aos poucos por cá”.
Ainda com tempo para fazer muito snowboard, algum surf e mergulho, Hugo está disposto a viver o seu sonho de uma forma intensa. “Quero aproveitar enquanto posso e tenho condições - posso dizer que estou a viver o momento com muita intensidade”, garante. Este sonho passa ainda por explorar novos destinos por esse mundo fora. “Tailândia e Taiti são dois países que ainda me faltam carimbar no passaporte”, frisa. Já a Indonésia tem sido um destino habitual de treinos nos últimos três anos.
Com a modéstia dos verdadeiros campeões, Pinheiro recorda com emoção a sua primeira conquista desportiva: “Foi um campeonato regional que teve lugar na Fonte da Telha”, relembra.