O artista urbano é um autor de si próprio. É um sujeito activo de intervenção na paisagem urbana, onde actua através de uma tecnologia de signos e mensagens. O artista urbano é, paralelamente, um significador, um estruturador do real, projectando-o através de símbolos visuais, de emanações figurativas ou palavras activistas. Esta expressividade criativa em contexto metropolitano produz-se como resultado de representações artísticas de cidade mutáveis, desapegadas, progressistas elevando o espaço urbano ao estado de objecto de arte. Seu grande interlocutor – o artista urbano.
Paris, Melbourne, Nova Iorque, São Paulo, Lisboa: acontece o mesmo por todo o mundo. A dialéctica entre a rua e a comunicação visual que a popula mediada pelo vocabulário do artista urbano. Do estádio mais precoce, através de tags - que mais não são do que reinvindicações identitárias -, a elaborações desenvoltas, em que a arte urbana se confunde – pela técnica, fantasia e utilização cromática – com arte convencional, museológica. Identidade, cidadania, arte: três dimensões presentes na arte urbana.É com tamanhas dinâmicas em pano de fundo que surge o Red Bull Street Gallery. A iniciativa celebra o Dia Internacional dos Museus - 18 de Maio - e a intensa produção criativa originária nas artes urbanas. Cria-se um fluxo criativo entre o museu – enquanto edifício e espólio –, a rua e a arte de rua, sendo a arte o denominador comum.
Dez artistas urbanos portugueses criam as suas obras em composições de 5 mupi’s/10 A0 – obras que surgem sobre aqueles que são, afinal, os formatos-ferramenta de excelência na comunicação palpável que enche o meio urbano e que vai merecendo um consentimento generalizado – e talvez irreflectido – por parte da sociedade. As obras foram afixadas na madrugada do Dia Internacional dos Museus, numa operação-relâmpago, nas imediações de um conjunto de museus de arte de Lisboa, contribuindo para o debate “a rua como museu”. No dia a seguir, e com o claro objectivo de preservar os espaços de intervenção, as obras foram removidas finalizando a acção física, mas alimentando o sonho de transformar as ruas em galerias de arte. A fantasia é um elemento primal. Mais, a dimensão de cidadania de artistas urbanos é personificada em obras de temáticas que realçam a interdependência entre a rua e a obra de arte, sendo a instituição museu um observador. Não apenas da arte mas da significação que esta introduz a quem a observa, a partir da rua, a partir de si, transformando-se.
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Museu de São Roque – Arte Sacra
Largo Trindade Coelho, Igreja de São Roque
Kusca
Museu De Arte Popular
Avenida Brasília, ao CCB
Mar
Casa Museu Fundação Medeiros e Almeida
Rua Rosa Araújo nº41
Minimal Animal
Museu Escola Das Artes Decorativas
Fundação Ricardo Espírito Santo
Largo das Portas do Sol,2
PA
Museu do Design e da Moda (MUDE)
Rua de Santa Catarina
Quill
Museu da Marioneta
Rua da Esperança, 146
Ram
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Avenida 5 de Outubro, 6-8
Skran
Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes
Sphiza
Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 56/58
Vhils
Centro de Arte Moderna José de Azeredo - Gulbenkian
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
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