Bonhomme aprende a adorar o 2º lugar e ultrapassa Arch com consistência
SALZBURG0, Áustria – Depois de experimentar a ingrata posição de falhar por um triz o título da Red Bull Air Race World Championship em 2007 e 2008, o britânico Paul Bonhomme afirmou que “estava a ficar farto do segundo lugar” e insistiu que “não era o tipo de pessoa que fica em segundo”. No entanto, o ás britânico mudou a sua posição durante as corridas desta época e agora adora os segundos lugares. Facto que se verifica quando está eminente a penúltima batalha de 2009, nos dias 12 e 13 de Setembro nas cidades do Porto e de Gaia. Uma mudança que faz sentido, quando observamos que Paul soma até aqui três segundas posições e uma vitória – conjunto de resultados que lhe permitiram ultrapassar Hannes Arch, o defensor do título que até aqui tem uma vitória, um segundo, um terceiro e um quarto lugares.
Bonhomme suplantou Arch na liderança do campeonato na sequência do segundo lugar obtido uma vez mais em Budapeste, atrás do norte-americano Michael Goulian e na presença de 650.000 espectadores. Arch não foi além do quarto posto na capital húngara e caiu para o segundo lugar do campeonato, posição que é referida por muitos pilotos como sendo o “primeiro dos últimos”.
“Estou muito, mesmo muito satisfeito de ter ficado em segundo lugar”, afirmou Bonhomme com um sorriso depois de ter retirado a liderança a Arch com o seu segundo posto em Budapeste. Isto apesar de Arch ter dominado nos treinos, tornando-se numa aposta segura na discussão do campeonato com Bonhomme. No entanto, Arch acabou por ser travado por uma penalização de dois segundos na sua última passagem; pela primeira vez nesta época ficava de fora do pódio. Foi uma espantosa mudança dos acontecimentos, uma vez que Bonhomme andou muito atrás nos treinos e nas qualificações. Com estes dois indicadores, não seria de espantar que este também ficasse para trás na corrida. “Penso que não fui eu que coloquei a pressão no Arch”, afirmou Bonhomme, que foi ultrapassado por Arch em 2008 devido à sua falta de consistência. “A pressão veio de todos estes pilotos que estão a voar tão depressa. Agora não tenho outro remédio senão tentar ganhar mais algumas corridas”.
No início da época, Arch parecia imbatível, depois de uma categórica vitória na corrida inaugural em Abu Dhabi e de ter obtido dois pontos extra por ser o mais rápido nas qualificações das duas primeiras corridas. Mas Arch não voltou ao primeiro lugar do pódio, travado por um pelicano em San Diego e por dolorosas penalizações em Windsor e Budapeste. “Afirmar que fiquei desapontado por aquilo que deveria ter sido uma vitória fácil seria o eufemismo do ano”, afirmou Arch. “Isto ainda aumenta mais a minha determinação para ganhar no Porto”.
Goulian, que não tinha ido além do 14º lugar nas duas primeiras corridas (antes de introduzir modificações no seu motor) estava extasiado de aterrar no pódio pela primeira vez na sua carreira e em quatro anos de Red Bull Air Race. “Tínhamos grandes esperanças no início da época, mas rapidamente compreendemos que estávamos no caminho errado. Criámos um avião que era rápido nos céus e não nos preocupámos com a potência. Parecia que estava a pilotar um barco de remo. Depois de alterarmos o motor tudo melhorou; finalmente podia deixar o avião voar e não precisava de puxar tanto. Foi excelente.”
O rookie germânico Matthias Dolderer também soube tirar vantagem do aumento de potência do motor do seu avião para conseguir em Budapeste o melhor resultado da sua carreira – um quinto lugar que lhe permitiu recolher oito preciosos pontos e passar à frente dos outros estreantes; Yoshi Muroya do Japão e Pete McLeod do Canadá. O quinto lugar de Dolderer surpreendeu o bem sucedido e também rookie Matt Hall (Austrália), que terminou dois lugares atrás do alemão.
“É uma sensação fantástica”, respondeu Dolderer quando lhe perguntaram como se sentia depois de bater Hall. “O novo motor faz uma grande diferença. A partir do momento que tens à tua disposição um bom motor tens reais hipóteses de chegar próximo do topo”.
O campeonato nunca foi tão competitivo como agora com quatro vencedores diferentes em quatro corridas. Também há a registar outro importante recorde, com 11 dos 15 pilotos a conseguirem marcar pelo menos uma vez presença no Top-5 – Bonhomme, Arch, o francês Nicolas Ivanoff, os americanos Goulian, Kirby Chambliss e Mike Mangold assim como o britânico Nigel Lamb, o húngaro Peter Besenyei, o russo Sergey Rakhmanin e os rookies Hall e Dolderer.
Mais informações em www.redbullairrace.com
Imagens Red Bull Air Race, Budapeste 2009
Apresentação Red Bull Air Race Porto 2009
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