Kirby Chambliss (1º) Recuperou depois de um triste 12º lugar alcançado em Budapeste, uma corrida marcada por penalizações e que o deixou a nove pontos do primeiro lugar. O americano deu tudo o que tinha nas sessões de classificação. “Foi uma corrida boa e limpa”, afirmou. “Se conseguir manter os mesmos tempos de ontem, dar-me-ei por satisfeito. Acho que Paul (bonhomme) e Hannes (Arch) não arriscaram muito. Dei o meu melhor. É um circuito rápido e somos todos muito velozes. O segredo está em controlar as forças G durante o loop. Temos de tentar chegar o mais perto possível dos limites, sem os ultrapassar. Todos nós atingimos o limite das forças G. É um circuito muito rápido”.

Hannes Arch (2º) estava aliviado por ter deixado o fraco 9º lugar atingido durante os treinos. Com o cancelamento das duas sessões de treino de sexta-feira devido à chuva, Arch admitiu que receava não conseguir uma boa prestação antes das sessões de classificação. “Estava com problemas devido aos resultados que obtive durante os treinos. Estava preocupado com as sessões de classificação. Mas consegui duas boas prestações sem penalizações e com melhores tempos. Isso deixa-me confiante para as provas de amanhã”. Arch não estava muito preocupado com uma multa de 2.000 Euros por não ter ligado a coluna de fumo na 1ª prova de classificação: “Estamos a pensar em tanta coisa. Temos de estar realmente concentrados e eu estava bastante tenso em relação à sessão de qualificação”.

Nigel Lamb (3º) teve uma prestação fantástica nas sessões de qualificação que confirmou a sua cada vez melhor forma. Afirmou que o circuito do Porto lhe dá uma oportunidade de ouro para conquistar um lugar no pódio. “O meu avião é demasiado pesado, mas a sua aerodinâmica é muito boa. Manobra muito bem mas a relação potência/peso deixa-me em desvantagem. Contudo, esta é a melhor hipótese que tenho em todas as corridas”. Lamb afirmou que apesar da forte prestação de Chambliss ainda está tudo em aberto, tal como aconteceu no ano passado quando Steve Jones venceu, surpreendendo tudo e todos. “Ainda há vários pilotos que podem vencer isto. Penso que tenho boas probabilidades de chegar ao pódio.”

Mike Mangold (4º) afirmou que o seu avião não tem velocidade para acompanhar o de Chambliss no circuito do Porto. Contudo, um lugar no pódio não está ainda posto de parte. “De um modo geral, estamos satisfeitos. Poderei ganhar um ou outro décimo de segundo aqui e ali. Temos possibildades de chegar ao pódio. Esse é o nosso objectivo. Vou tentar voar um pouco mais rápido à partida e tenho alguns truques na manga. Mas, neste circuito, não há muito que um piloto possa fazer. É uma corrida de aviões. É uma corrida de velocidade. Kirby possui o avião mais rápido, com um motor muito potente.”

Peter Besenyei (5º) saltou do 8º para o 5º lugar, depois de uma boa segunda sessão de qualificação. Estão todos tão próximos uns dos outros que, no Domingo, tudo pode acontecer. “Há 4 pilotos separados por 1/10 de segundo. Estava à espera que isso acontecesse devido ao tipo de circuito. É linear e muito rápido.”

Alejandro Maclean (6º) não se cansava de elogiar a prestação da sua nova hélice em fibra de carbono, dizendo que lhe permitirá atingir velocidades mais elevadas. Mas Maclean admitiu que tem poucas hipóteses de alcançar os líderes da corrida. “O problema está no excesso de peso e fraca potência do avião. Com este avião, não é possível. Já temos um novo avião em construção.” As expectativas de Maclean em relação ao novo avião, igualmente um MXS, mas novo e melhorado, que planeia utilizar no ano que vem. “É superior em todos os aspectos,” disse Maclean.

Michael Goulian (7º) Estava satisfeito por se encontrar entre os oito primeiros, mas frustrado por não ter conseguido uma prestação de topo, como a das sessões de qualificação de quinta-feira, em que obteve o 2º lugar. “Estava muito bem preparado para a primeira sessão de treinos. A estratégia era a correcta. Mas permitiu aos outros pilotos testemunharem a melhor maneira de percorrer este circuito. No primeiro dia dos treinos, há pilotos que estão mais bem preparados do que outros. Mas, no dia da corrida, já todos conhecem a melhor maneira de percorrer o circuito.” Goulian continuava optimista. “Não espero resultados brilhantes porque não tenho um avião brilhante, mas penso ser capaz de fazer o tempo de 1:09.0. Se conseguir ficar entre os quatro primeiros, seria muito bom.”

Steve Jones (8º), que ganhou a corrida do Porto no ano passado, estava surpreendido por tantos aviões terem conseguido ultrapassar o seu, este ano – apesar do seu avião também ser mais rápido. “Não consigo ser mais rápido. Estive a ver o vídeo e não consigo perceber onde é que cometi erros. Não sei o que poderia ter feito mais. Não consigo voar mais depressa, por isso estou um pouco desiludido. O circuito é ligeiramente diferente do ano passado, o que é bom para mim. Este avião é mais rápido do que o do ano passado, mas os outros também são mais rápidos. Há muitos aviões muito velozes, nesta corrida.” Entre o 3º e o 9º classificados, há apenas 1,6 segundos de diferença; e entre os 4º e 8º, apenas 1,2 segundos. Jones estava em 9º mas subiu de posição depois de Bonhomme ter sido desclassificado.

Nicolas Ivanoff (9º) não tinha dúvidas de que poderia obter um bom lugar, depois de ter conseguido um espectacular 2º em Londres, com o seu Extra que manobra muito bem em curvas apertadas. Esperava obter pelo menos o 8º lugar e ficou desiludido com a 9ª posição. “Para mim, não correu lá muito bem. O meu avião não é muito rápido. Sabia disso antes da corrida, mas esperava ficar entre os 8 primeiros. Não consegui.”

Sergey Rakhmanin (10º) pode estar atrás dos líderes, mas a intenção do piloto russo é melhorar o seu desempenho. Ele diz que vai correr contra si mesmo. „É o mesmo do dia antes de ontem, nada mudou.“ Ao contrário de muitos dos outros pilotos que estão constantemente a modiicar os seus aviões, em busca de mais velocidade, Rakhmanin não fez nenhumas modificações no seu avião durante a corrida. „É impossível. Para ser mais rápido preciso de outro avião. Eu não estou a competir com os outros pilotos. Eu estou a competir contra mim.“

Glen Dell (11º) fez o 11º tempo. “Passei um bom bocado. O tempo estava absolutamente perfeito. O traçado é fantástico. É relativamente simples, apesar de na última vez que disse isto ter batido num pórtico no dia seguinte.“ Um dos maiores problemas do rookie são os tempos que faz no seu avião. „Seria bom conseguir apenas voar, sem me preocupar com os regulamentos. Tenho a oportunidade de praticar noutro avião mas não é a mesma coisa que voar no Edge.“

Paul Bonhomme (12º) estava desapontado por ter sido desclassificado por ter excedido o limite máximo de forças G, que é de 12. Ele irá começar na competição do Point One e espera conseguir conquistar o único ponto em disputa, o qual equivale à nona posição, e assim manter em aberto as suas aspirações de vencer o campeonato. “Conheço as regras. Kirby não quebrou as regras por 1/10 de segundo e eu quebrei-as por 1/10 de segundo”, afirmou. “Eu atingi o que pensava ser o limite, mas ultrapassei-o e fui castigado por isso. É justo.”

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