Vitória de Bonhomme no Porto e em Gaia prepara final emocionante em Barcelona
Após voar para a sua segunda vitória da temporada, perante um recorde de 720,000 espectadores no dia da corrida no Porto e em Gaia, Paul Bonhomme encontra-se na frente da Red Bull Air Race World Championship com uma vantagem de 4 pontos sobre o actual Campeão Hannes Arch. Mas o ás britânico, que é o único piloto com mais de uma vitória na época mais renhida de sempre, está pleno de auto-confiança antes da etapa final da temporada em Barcelona, a 3/4 de Outubro. Afinal o título está em jogo!
“É um bom estado antes da última etapa mas como vimos antes, nada está decidido até à última corrida”, disse Bonhomme após a emocionante batalha no Rio Douro, Porto e Gaia, a 13 de Setembro. Um momento onde pela primeira vez um rookie subiu ao pódio, o australiano Matt Hall, ao mesmo tempo que se assistia a várias decepções. O húngaro Peter Besenyei conseguiu um sólido 4º lugar para animar o que até agora tinha sido uma temporada inglória. Já o espanhol Alejandro Maclean estava claramente em forma na “sua” Península Ibérica e conseguiu no Porto e em Gaia o seu melhor resultado este ano, um 7º lugar, progredindo com várias rondas sólidas durante o fim-de-semana, uma prestação que é um bom pronuncio para a sua corrida em casa na costa do Mediterrâneo, no próximo mês.
“A nossa mudança de motor ajudou imenso no Porto e voar três rondas consistentes no dia da corrida também ajudou porque foi óbvio que outros pilotos estavam a voar sobre pressão,” acrescentou Bonhomme. “Estou muito arrependido por ter demorado tanto tempo a decidir se mudava de motor. Estávamos a usar o mesmo motor do ano passado (uma versão modificada) o que pode dar uma ideia da falta de potência que este tinha. Quem sabe onde estariam os pontos se eu tivesse mudado antes. Mas não me posso queixar, com três terceiros lugares e duas vitórias nesta altura do campeonato.”
Bonhomme, ansioso por vencer o seu desejado primeiro título depois de o ter visto escapar no final das temporadas de 2007 e 2008, combinando a velocidade do seu novo motor com a sua habilidade, estratégia e um pouco de sorte subiu ao primeiro lugar no Porto e em Gaia. Apesar do forte nevoeiro presente no Porto, que levou ao cancelamento de todas as sessões de treino de quinta-feira e sexta-feira, Bonhomme conseguiu uma ronda brilhante atrás de outra, quando finalmente o sol apareceu no Sábado para uma sessão de treinos e para a Qualificação. A sua vitória triunfante na corrida serviu de compensação da desqualificação do ano passado, durante a Qualificação, por ter excedido o limite de 12 G, um erro que lhe custou a liderança do campeonato e também o título.
“Penso que já passei por todos os tipos de emoções no Porto e em Gaia - desde a desqualificação do ano passado até à vitória deste ano,” disse Bonhomme. “É um lugar especial para mim.”
Pela primeira vez este ano, Bonhomme conseguiu também roubar o ponto extra da Qualificação por ter sido o piloto mais rápido e foi depois, na final, capaz de vencer o desafio de Arch e do australiano Matt Hall, dominando a corrida pela primeira vez em 2009. A sorte esteve também do lado de Bonhomme no Porto e em Gaia - o americano Kirby Chambliss teve um avião muito rápido mas foi forçado a não correr numa das duas rondas de Qualificação devido a uma demorada inspecção técnica para determinar se o limite G tinha sido ultrapassado. Chambliss, no entanto, venceu todos excepto Bonhomme na Qualificação e conseguiu o melhor tempo do traçado do Porto e Gaia no dia da corrida, durante a batalha do Top 12. Mas apesar da sua inspiradora velocidade, o campeão de 2006 foi forçado a desistir devido a uma fuga de combustível.
“Estou muito desapontado.” disse Chambliss, que estranhamente está de volta ao 6º lugar da geral devido a uma temporada demasiado irregular. O americano tem dois 3º lugares (Windsor e Budapeste) mas também um 9º em Abu Dhabi, um 12º lugar em San Diego e agora ficou em 8º lugar na etapa de Porto e Gaia. “Sentia-me confortável com o traçado, o avião estava a andar bem, estava a preparar uma boa corrida e depois aconteceu isto!”
Arch, que foi para a etapa de Porto e Gaia com o objectivo de ultrapassar Bonhomme, estragou a Qualificação por atingir um pórtico insuflável e acabou em 9º lugar – evitando a humilhação de ser forçado a correr na ronda Wild Card, destinada os quatro mais lentos da Qualificação. O austríaco recuperou com força no Domingo, dando muito trabalho a Bonhomme no Top 12, Super 8 e na Final 4.
“Penso que depois de estar dois anos sempre à frente, estava a precisar de um dia mau como este para poder aprender com isso,” disse Arch, que venceu apenas uma corrida este ano (Abu Dhabi). Apesar de ter o melhor tempo em várias sessões de treinos, foi atingido por um pássaro em San Diego e teve várias penalizações em Windsor e Budapeste. “Quero pôr Bonhomme sobre pressão em Espanha. O traçado de Barcelona é muito mais adequado ao meu avião. Eu já fui Campeão do Mundo. Penso que quem está a sentir a pressão é o Paul.”
A etapa de Porto e Gaia ficará também na história como a corrida onde um rookie, Hall, conseguiu chegar ao pódio - uma recompensa pelo trabalho árduo e elevado nível de treino e preparação dos quatro estreantes este ano. “Este é um momento que vai ficar comigo para o resto da minha vida,” disse Hall, que subiu para o terceiro lugar da geral ao ser o 3º classificado no Porto. “Que cidade linda! Que lugar especial que o Porto é para mim.”
O japonês Yoshi Muroya também esteve em destaque na corrida de Porto e Gaia, conseguindo um notável 4º lugar na Qualificação antes de cair para o décimo lugar na corrida. O primeiro rookie asiático conseguiu o melhor resultado da sua carreira, 2 pontos, ficando com um total de 3 pontos. O rookie alemão Mathias Dolderer confirmou o seu pico de forma com 6 pontos pelo sexto lugar na corrida de Porto e de Gaia, que o levou para o 11º lugar da geral com 14 pontos. O canadiano Pete McLeod, o piloto mais novo da Red Bull Air Race, terminou em último lugar mas com um tempo de 1:15.65, que inclui 2 segundos de penalização, ficando a apenas 4 segundos do pódio. McLeod que conseguiu o seu único ponto em Windsor, está optimista em relação ao traçado de Barcelona, repleto de curvas, que se adequa mais ao seu avião. E também Bonhomme o está: “As curvas de Barcelona vão ser uma mistura de vantagens e desvantagens para nós,” disse ele. “Não temos o avião mais leve, o que não é vantajoso mas por outro lado o nosso novo motor vai ajudar-nos.”
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