Com um enorme percurso de saltos, dos sítios mais insólitos Mário Pardo promete sempre, em cada novo desafio, superar-se, arriscando um pouco mais, indo um pouco mais além. O Cabo Girão, na ilha da Madeira, foi o local escolhido para mais um marco na história do BASE Jump.
Quem esteve presente no Cabo Girão – o maior promontório da Europa e o segundo maior do Mundo - susteve a respiração durante o salto que Mário Pardo lá executou.
De mota, para ganhar distância entre ele e o limite natural da falésia, que desce vertiginosamente por 580 metros em direcção ao mar, Mário Pardo aparece na última curva, já a uma velocidade alucinante e quando entra na passadeira vermelha - colocada na rampa para melhor aderência – já quase não se ouvia a respiração da pequena multidão de curiosos que ali se juntou. Só o barulho da mota no enorme silêncio e, de repente, o vazio.
Ninguém acreditava no que estava a ver. E todos correram procurando o melhor ângulo para acompanhar a descida do “homem pássaro”.
Foram catorze segundos, eternos, em queda livre, chegando a alcançar cerca de duzentos e vinte quilómetros/hora. Mais quinze segundos, já de pára-quedas aberto, até à segurança da praia.
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