O 1º BASE JUMPER PORTUGUÊS...
Mário Pardo voa no ponto mais alto de Portugal
Apaixonado pela Natureza, Mário Pardo voou até aos Açores e escolheu mais um ponto de partida. Para o Homem Pássaro (como já é conhecido por todos), não há limites para a profunda comunhão com a Mãe Natureza e a Liberdade sentida num voou perfeito.
Após uma 1ª visita à ilha no início do ano, Mário Pardo ficou fascinado. Despediu-se com um “até já” e prometeu voltar... meses depois tinha o seu projecto preparado. Desafiou a equipa e mergulharam numa aventura alucinante.
“A ilha do Pico é autêntica.” Mário Pardo
O Pico é a montanha mais alta de Portugal, os seus 2.351 metros de altitude fizeram com que Mário Pardo estudasse todas as formas possíveis de chegar ao topo e sentir a pura emoção da queda livre, sobre a força magnificente de um cenário que nenhuma tela representa.
Mário Pardo desafiou-se a saltar de uma escarpa vertical com cerca de 65 metros de altitude e sobrevoar a imponente montanha.
Jump In Pico
É o nome deste projecto, onde o atleta Mário Pardo realizou 3 fantásticos saltos em queda livre.
“O cenário natural é deslumbrante…” Mário Pardo
PURA EMOÇÃO
Os acessos até ao cume, habitualmente são realizados com “os guias da montanha” a pé. Excepcionalmente para estes saltos, a equipa teve a oportunidade de subir ao cume no helicóptero da Força Aérea Portuguesa, de forma a ser possível levar todos os equipamentos necessários ao projecto.
FORÇA DA NATUREZA
Os planos de acção foram várias vezes alterados, pois as condições climatéricas na montanha nem sempre eram as mais favoráveis para a realização segura dos diversos saltos, nomeadamente o BASE JUMP a partir da parede vertical, conhecida como “quebrada”.
RISCO DE VIDA
A montanha mais alta de Portugal, não facilitou a vida ao experiente BASE Jumper. Mário Pardo correu alguns riscos e aprendeu mais uma grande lição durante esta aventura…
100% ADRENALINA
Um paraíso para todos os amantes da Natureza… A verdadeira jóia do Atlântico ! Saltar nos Açores já era um projecto ambicionado há algum tempo. Após alguns fantásticos BASE Jumps na ilha da Madeira, que Mário Pardo teve oportunidade de realizar, os Açores seriam a próxima conquista…
Expontaneamente surgiu o convite do empresário José Maia, sobre a possibilidade de realização de um BASE Jump no Pico, de modo a promover a ilha de uma forma totalmente diferente, uma excelente ideia da AZORPARADISE. A hipótese foi avaliada e procedeu-se a uma visita técnica ao local. “O cenário natural é deslumbrante e conquistou de imediato.” Mário Pardo Mário Pardo regressou ao continente com toda a certeza de que iria voltar e sentir a montanha em total liberdade. Após a equipa reunida e com o apoio da SATA Airlines, do Turismo dos Açores e Câmaras Municipais da Madalena, Lages do Pico e S. Roque do Pico, Mário Pardo voou para os Açores, à conquista da imponente
montanha. Para além do BASE Jump na “quebrada” do vulcão, planearam-se mais dois saltos a partir do helicóptero PUMA disponibilizado pela Força Aérea que apoiou de imediato esta acção.
AS CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS
O tempo nem sempre foi um aliado nesta jornada e foram várias as tentativas de subida ao Pico. Carregar todo o material de imagem era pesadíssimo, pois não é uma subida convencional e mesmo para a realização de voos até ao cume, precisámos de boas condições. Esta é a maior elevação do território português e um verdadeiro desafio para quem tem espírito de aventura, contudo, como diz um dos guias da montanha: “a melhor decisão é sempre a segurança.”
O TEMPO DE ESPERA
Foram cerca de 8 dias de espera até ao grande dia. Os planos tinham que se refazer a cada momento e os compromissos iam sendo adiados.
Inesperadamente o sol raiou… estávamos preparados para cumprir a missão que nos levou àquele paraíso, a qualquer instante. Na casa onde estávamos, detentora de uma paisagem absorvente sobre o mar e a montanha, já era possível avistar um pouco do “piquinho”. Em menos de meia hora estava tudo pronto e a postos para começar a “acção”.
1º SALTO
A 1ª opção recaiu sobre a fantástica paisagem das vinhas do Verdelho. Mário Pardo e a equipa reuniram-se com a tripulação da Força Aérea, que foram excelentes e bastante colaborantes em todo o processo, e levaram o atleta a cerca de 1.000 metros de altitude.
“A paisagem é magnífica” Mário Pardo
Declarada pela UNESCO como Património Mundial, a zona do Verdelho é caracterizada por extensos campos de lava com uma extrema beleza geológica e paisagística. Mário Pardo sobrevoou as vinhas e aterrou com imensos aplausos dos locais que se juntaram para presenciar as aventuras do Homem-Pássaro Português.
2º SALTO
O segundo equipamento já estava preparado e seguiu-se a grande aventura no “piquinho”. Um salto estonteante… a montanha estava rodeada por um manto de núvens brancas, como se tivesse sido engolida pelo céu, apenas se destacava o “piquinho”, nada mais… Mário Pardo saltou do helicóptero num voo picado em direcção ao ponto mais alto da montanha. Até ao momento da abertura do páraquedas todos ficámos sem respiração, o “pássaro” estava imparável, numa velocidade atroz. Arrepiante e lindo de se ver… Após a queda livre, o atleta rodeou o “piquinho” com a perícia do seu voo e aterrou na cratera do vulcão com um grande sorriso de satisfação.
“Sobrevoar o imenso mar até chegar à paisagem das vinhas do Verdelho, foi um voo memorável…” Mário Pardo
“Há imagens que vão ficar para sempre guardadas na minha memória, a do Piquinho, mergulhado em núvens, é sem dúvida uma imagem marcante” Mário Pardo
O MEDO… 3º SALTO
O último salto na ilha, foi na famosa “quebrada” da montanha. Um salto arriscado, aproximadamente com 65 metros verticais até ao impacto. Nesta altura o silêncio era soberano naquele paraíso natural. Mas nem tudo correu a 100%, o tempo não abrandava, o pôr do sol não esperava… era preciso preparar tudo para o grande momento… Mário Pardo sabia que o BASE Jump na montanha não seria um salto “fácil”. Todos são diferentes e exigem uma enorme concentração. Neste caso devido à baixa altitude da escarpa vertical, o atleta usou uma técnica específica de abertura, que se chama “piloto assistido”.
O nervosismo começou a dominar e em função do medo de que algo funcionasse menos bem, “fiz uma ligação demasiado forte, com muita resistência à montanha, ou seja, era suposto a ligação ao piloto (o mini páraquedas que extrai a asa principal) partir com uma determinada taxa de esforço (antecipadamente medida), no entanto, com receio que partisse demasiado facilmente, aumentei a resistência da ligação e esta não partiu com o peso que era suposto, mas com um peso superior”. Mário Pardo
Felizmente resultou tudo bem, valeu ao atleta a vasta experiência e os rápidos reflexos, que lhe permitiram estabilizar a asa do páraquedas e voar sobre a imponente montanha , conseguindo aterrar em segurança naquele piso inclinado.
“fui puxado contra a montanha e bati numa parte rochosa, durante a queda livre. Foi um grande susto e uma boa oportunidade de agradecer ao Universo”. Mário Pardo
Após a aterragem de Mário Pardo, apenas ecoa um grito em toda a montanha “I’m Aliiiveee!!” foi um grito de pura emoção, felicidade e agradecimento pelo final feliz.
Missão cumprida e com uma boa lição de segurança. A descida não foi tarefa fácil para o atleta, que se confrontou com um piso difícil, acrescido pela escuridão da noite, após o pôr do sol, seguindo a caminhada com uma costela partida. Valeu-lhe a excelente colaboração da equipa e do Nilton, o seu guia na montanha.
OS AMIGOS
Com a ajuda do empresário José Maia, que organizou todo o projecto, Mário Pardo conheceu algumas pessoas locais que o ajudaram em tudo e rapidamente se criaram laços de boa amizade, como é o caso do Nilton, organizador da empresa de outdoor - CUME 2351, a Maria, uma apaixonada pela ilha e as suas grutas, o Rui que ficou entusiasmadíssimo com a oportunidade de voar de helicóptero, o Ricardo, o Fernando, o João e tantos outros que se juntaram a nós nesta grande aventura.
“O meu muito OBRIGADO a todos!” Mário Pardo
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