Um dia depois de ser anunciado como o novo piloto da Scuderia Toro Rosso para a temporada de F1 de 2012, Jev já está a treinar arduamente...
Desde a época que fazia parte da equipa Red Bull Junior, o piloto francês Jean-Eric Vergne foi treinado pela Red Bull Racing e Toro Rosso. No próximo ano Jev – juntamente com o seu ex-colega de equipa Daniel Ricciardo -fará parte da Scuderia Toro Rosso.
A entrada na Toro Rosso é uma justa recompensa?
É muito bom estar a treinar hoje, poucas horas depois de ouvir que serei o novo piloto da Toro Rosso na próxima temporada. Isso ajuda-me a manter os pés no chão. Mas em todo caso, eu adoro o meu trabalho, seja a conduzir um carro real ou no simulador. Isso também faz a diferença, sabendo que o trabalho que estou a fazer agora no simulador é para o meu próprio benefício na pista e não apenas para os outros pilotos.
Como recebeste a notícia?
Eu estava em casa, em Paris, quando recebi o telefonema. Estava muito animado e com vontade de dizer a todos, mas não ousei fazer qualquer telefonema até que a equipa me confirmasse que tinha feito um comunicado de imprensa oficial. Com tudo já oficializado, comecei a ligar para a minha família, para o meu treinador e para todos os que me ajudaram ao longo do caminho. Depois disso, eu não consegui ligar para mais ninguém, porque a partir do momento que a notícia se espalhou, as pessoas é que começaram a ligar-me sem parar.
Muita gente contribui para este momento, é um bom momento para lhes agradecer?
Obviamente, a Red Bull está no topo da lista. Sem eles eu não estaria na Fórmula 1, talvez ainda estivesse na faculdade. Depois da Red Bull, a federação francesa de automobilismo, tem-me ajudado muito. Tenho o apoio da federação desde os tempos em que corria em karts. Quando ganhei um campeonato a federação chamou-me para a Academia Autosport, fui muito ajudado e de seguida entrei para a Red Bull. Por isso estas duas entidades merecem os maiores agradecimentos.
Tinhas outros planos para 2012?
Acho que poderia ter sido o terceiro piloto da equipa, correr no treino da sexta-feira de novo e talvez enfrentar mais uma temporada do mundial. Mas agora eu não tenho que pensar sobre isso, porque os meus planos para o próximo ano são fixos, e pretendo coloca-los em prática da melhor maneira possível.
Depois de terminar em segundo lugar no Campeonato Renault 3,5, repartiste o tempo entre as sessões de treino com a Scuderia Rosso e os testes para entrar na Red Bull Racing. Como foi a pressão? Qual é a diferença entre as duas equipas?
É tudo a mesma coisa para mim. Sempre que estou ao volante, seja qual for o carro, seja qual for a fórmula, eu procuro divertir-me e não sinto qualquer pressão. Eu apenas tento sempre dar o meu melhor e ser o mais profissional possível.
Daniel Ricciardo foi o teu companheiro de equipa antes - como achas que vai ser a convivência dessa vez?
Para mim é fantástico ser colega de equipa dele novamente. Ricciardo é um bom companheiro e eu gosto dele como amigo. Nós entramos no programa de treino da Red Bull juntos, por isso já nos conhecemos há muito tempo, já trabalhámos juntos muitas vezes. Na Fórmula 1, só temos um colega de equipa, por isso temos que fazer o melhor possível, trabalhando em conjunto para conseguir o melhor desempenho possível para a equipa. Temos estilos de condução semelhantes e damo-nos bem, o que será um factor positivo para nós no próximo ano. Daniel pode ter uma ligeira vantagem sobre mim no início, porque já fez 11 corridas este ano, mas vamos ver como ele se desenvolve. Eu tenho muito a aprender, por isso eu espero poder fazer isso rapidamente. Estou consciente de que pode ser difícil, mas também sei aprender e adaptar-me muito rapidamente. A Formula 1 é diferente - mais resistente do que tudo o resto – mas estou confiante.
Quais são os planos a partir de agora?
Depois de algum tempo no simulador, vou passar o Natal com a minha família e depois o resto do tempo será gasto em treinos, pois será importante ser o mais apto e bem preparado possível para o próximo ano!
Vais ter um papel no desenvolvimento do carro da Toro Rosso?
Ao longo dos últimos dois meses, quando eu estive a trabalhar ao lado dos engenheiros, nós olhámos para aspectos como a minha posição no carro e outras áreas. Claro que, nas próximas semanas, vou estar na fábrica em Faenza para me reunir com os engenheiros e tentar conhecer todos melhor – e estabelecer um bom relacionamento com as pessoas que vão estar comigo na próxima temporada. Eu tenho muitas ideias e algumas perguntas em mente, por isso vai ser bom chegar a Itália e discutir tudo com calma antes da hora de entrar no cockpit novamente.
Comentários
O teu nome completo