Bruno Senna Williams Jan 2012 Williams

Bruno Senna deu mais um passo para perpetuar o sucesso do tio, ao ser contratado pela Williams F1 para 2012. Ao juntar-se à equipa, o brasileiro, que teve como mentor Gerhard Berger, um amigo da família, segue os passos não só do grande Ayrton Senna mas também de David Coulthard e Mark Webber da Red Bull Racing’s. Fica a saber mais nesta entrevista com o piloto.


Agora que foi confirmado como piloto da Williams, com que mentalidade entras em 2012?
BS: Estou muito feliz por fazer parte de uma equipa com uma herança fantástica. Estou muito orgulhoso por a Williams me ter escolhido para correr naquele que será um ano importante para eles. Todos estão extremamente motivados para 2012 e é óptimo fazer parte dessa motivação. É verdade que não tiveram a melhor temporada no ano passado, mas é claro que a equipa está num novo caminho e todos estão a trabalhar em conjunto para garantir que este ano é melhor. Espero, realmente, poder demonstrar o que consigo fazer, não só pela a equipa, mas também por mim. Vai ser interessante ver o que podemos alcançar juntos.

Quais são os objetivos para a temporada de 2012?
BS: É difícil definir objetivos antes do início da temporada, mas tenho a intenção de levar o carro até aos 100%, obtendo o seu desempenho máximo.

Quais os pensamentos sobre o motor Renault depois de teres corrido com ele na temporada passada e o que achas que a Renault pode trazer para a Williams em 2012?
BS: Depois de algumas corridas com o motor Renault em 2011, aprendi muita coisa sobre ele. É uma unidade muito boa, com boa dirigibilidade, que é outro passo em frente para a equipa. Como piloto, você precisa de ter todas as armas disponíveis a operar em ótima forma, para as usar em tempos competitivos durante toda a corrida. Tenho a certeza que podemos desenvolver o carro ainda mais com o motor Renault. Vai ser interessante para mim dar o feedback à equipa, aproveitando a minha experiência.

O que achas do teu novo companheiro de equipa, Pastor Maldonado?
BS: O Pastor é um grande piloto. Eu corri contra ele no GP2 e sempre nos demos bem. Ele tem sido um adversário muito duro no passado e vai ser ainda mais difícil agora, estando ambos no mesmo carro. É certo que vamos tentar estar à frente do outro mas, como companheiros, vamos trabalhar juntos para levar a equipa em frente.

Podes contar algo sobre o que tem vindo a ser trabalhado na fábrica?
BS: Estive na fábrica da Williams em Grove, antes e depois do Natal, tentando encontrar o meu ritmo no simulador, na pista e no ginásio. Também fizemos alguns trabalhos de avaliação na pista (mas não num carro de F1). O objetivo principal foi a equipa avaliar-me e entender o que de melhor tenho, como piloto, e usá-lo. Mas também foi muito útil para mim, para me familiarizar com todos os processos, tais como aprender o layout do volante antes de entrar no carro real. Quando começarmos a testar não vou precisar de pensar nisso, então vou ser capaz de entrar e conduzir o FW34.

Então tiveste oportunidade de trabalhar com os seus novos engenheiros?
BS: Eu acho que nós começamos muito bem e agora estou ansioso para trabalhar com eles, mais que uma temporada. A relação entre um piloto e engenheiro é algo que poucas pessoas conseguem entender. É preciso respeito mútuo, para nos entendermos bem um ao outro e saber como trabalhar juntos, de forma a correr bem desde o início. Essa relação e continuidade podem fazer muita diferença no seu desempenho global.

O que te levou a começar no automobilismo?
BS: Desde tenra idade que era fã de automobilismo e, claro, houve uma grande influência do meu tio, mas desde que os meus pés entraram num kart nunca mais quis fazer outra coisa. Sou um privilegiado por ser capaz de fazer o que gosto, pois foi sempre o meu sonho participar na Fórmula 1.

Foste citado como tendo dito que se tivesses a oportunidade de conduzir qualquer carro lendário de Fórmula 1 do passado escolheria o Williams de suspensão ativa de 1993. Quão importante é ser parte de uma equipa com tal herança no automobilismo?
BS : A equipa tem uma história incrível e caminhar ao longo do museu faz-me babar! Vi muitos desses carros na pista e sempre me perguntei qual seria a sensação de realmente correr neles. Eu nunca estive num, por isso acho que seria bom fazer uma corrida no carro em ativo, em Goodwood, só para ter uma ideia.

"A EQUIPA TEM UMA HISTÓRIA INCRÍVEL E CAMINHAR AO LONGO DO MUSEU FAZ-ME BABAR!”

Podes dizer-nos como é ter um apoio considerável no Brasil?
BS : De momento sinto muito orgulho em ser brasileiro. Saber que tenho um grande apoio atrás de mim é muito bom. Saber que as pessoas me escolheram para suportar o seu nome dá-me ainda mais motivação para criar boas lembranças.

O teu tio, Ayrton, correu pela Williams. Qual o significado de entrar nesta equipa?
BS : Vai ser muito interessante conduzir por uma equipa pela qual o meu tio também o fez. Algumas pessoas que aqui estão trabalharam com o Ayrton e estou feliz por ter a oportunidade de mostrar o meu valor. Espero que possamos trazer de volta algumas memórias boas e criar novas, ainda melhores.

Vamos avançar um ano: qual as conquistas que o deixariam feliz?
BS: Espero que até o final de 2012 possamos dizer que foi extraído 100% do desempenho da Williams-Renault FW34, o que quer que isso seja. Essa é a coisa mais importante. Eu só quero tirar o máximo possível do carro e desta oportunidade. É um ano muito importante para a equipa e para mim pois irá moldar o meu futuro. Espero que o futuro seja longo e bem-sucedido, tudo começa aqui.

 

Este artigo foi escrito segundo o novo acordo ortográfico.
 


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