Stratos

 Missão Red Bull Stratos apresenta o primeiro fato espacial civil O austríaco Felix Baumgartner é o elemento central da Red Bull Stratos, a missão que promete fazer história em vários domínios. Para suportar as elevadas exigências de um voo a partir de 120.000 pés, os especialistas norte-americanos da David Clark desenvolveram o primeiro fato aeroespacial para uso não militar.

Aproxima-se a passos largos o grande momento da carreira do austríaco Felix Baumgartner, que depois de conquistar os mais exóticos pontos do Planeta Terra (incluindo a Ponte 25 de Abril, em Lisboa) ambiciona agora quebrar as fronteiras do espaço! Tratando-se de uma missão inteiramente civil, a Red Bull Stratos reuniu uma vasta equipa de especialistas capazes de acompanhar e supervisionar do ponto de vista cientifico cada detalhe do projecto.

Coragem e determinação são sem dúvida qualidades essenciais ao sucesso da missão, mas a complexidade da mesma exige também uma elevada sofisticação de equipamentos – domínio onde há ainda uma larga margem para a inovação. Neste campo, destaca-se sem dúvida o fato pressurizado desenvolvido e produzido pelos norte-americanos da David Clark Company. Esta empresa não foi escolhida por acaso, não tivesse estado ligada à conquista do espaço desde a primeira hora. Os primeiros equipamentos criados datam de 1941 e desde então o seu contributo para as mais variadas missões tem sido uma constante, incluindo naturalmente as icónicas viagens do Space Shuttle.

O fato agora apresentado baseia-se num modelo que é há vários anos utilizado por pilotos em voos de reconhecimento a altitudes extremas, mas foi adaptado para as necessidades específicas da Red Bull Stratos. Inteiramente pressurizado, o fato permite que Baumgartner viaje no seu interior numa atmosfera artificial que é de resto essencial à sobrevivência humana. Além disso, oferece uma flexibilidade de movimentos que vai muito além do que era até aqui exigido pelos astronautas. As fibras de alta tecnologia utilizadas garantem uma elevada resistência ao frio e calor extremos, enquanto que o capacete monta um sistema integrado capaz de garantir a máxima visibilidade durante o voo, doseando ao mesmo tempo o oxigénio armazenado em botijas nas costas do piloto.

A versão final do fato resulta de um intenso programa de testes em túnel de vento e também de um alargado conjunto de saltos a partir de um helicóptero estabilizado a uma altitude de 25 mil pés. Para Baumgartner, “o programa de testes foi essencial, pois uma coisa é analisar as questões do ponto de vista teórico em terra e outra é o que sentimos num voo em queda livre. Neste processo aprendemos muito e conseguimos uma evolução do fato notável!”

De acordo com as projecções da equipa técnica, Baumgartner deverá atingir uma velocidade supersónica apenas cerca de 35 segundos após a sua saída da cápsula acoplada ao balão de hélio que o transportará até aos 120 mil pés. O voo deverá ocorrer ainda durante o corrente mês de Abril em território norte-americano.

 

Mais informação em: www.redbullstratos.com.
 


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