Contrariando os formatos competitivos tradicionais, o Red Bull Locals Only arrancou no dia 24 de Fevereiro. Seis atletas de referência vão viver intensamente um dos fenómenos mais controversos do mundo do Surf: o “localismo”. Uma aventura com partida de Carcavelos e chegada ao Havai.
Embora sem transparecer para fora da comunidade do Surf, o “localismo” é um fenómeno antigo que também está presente no nosso país. Na prática há uma disputa pelas praias e sobretudo pelas melhores ondas, facto que muitas vezes acaba por gerar situações pouco compatíveis com os padrões de desporto saudável. Foi precisamente para mostrar o lado positivo deste vértice da cultura surfista que nasceu o Red Bull Locals Only.
O evento contraria tudo aquilo que é habitual nos campeonatos regulares. Defendendo valores territoriais básicos, seis atletas vão dar corpo a este desafio. Os experientes Marcos Anastácio e João Alexandre “Dapin” começam por receber na “sua” praia [Carcavelos] os restantes quatro convidados para este desafio. São eles Amílcar Lourenço “Mika” e Ricardo Pires [irmão de Tiago Pires ou “Saca”] – da Ericeira – a quem se junta a dupla portuense Frederico Flores “Freddy”/Henrique Moniz.
Toda a acção decorre em três praias onde o fenómeno do localismo está bem enraizado: Carcavelos [24 Fevereiro], Ericeira [10 Março] e Porto [17 Março]. Na água, os locais gozam de alguns privilégios – como “dropinar", já para não falar da vantagem de jogar em casa....
Com três atletas de cada vez no mar, a competição desenvolve-se em duas séries ou “heats” de uma hora, cabendo aos restantes surfistas a difícil tarefa de julgar os seus adversários. O vencedor não podia ter um prémio mais adaptado à filosofia tão particular do Red Bull Locals Only: uma viagem ao Havai – conhecido paraíso do Surf e berço mundial do localismo.
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