Daniel Elena, apoiado pela Red Bull, é o copiloto com mais sucesso tanto na história dos Campeonatos do Mundo de Rallys, como na história do Rally de Monte Carlo.
A realidade é que tem oito campeonatos do mundo e cinco rallys de Monte Carlo na bagagem, tal como o seu companheiro piloto, Sebastien Loeb. Mais uma vez, ele e Loeb, lideram o rally mais famoso do mundo, por mais de um minuto. Até aqui nada de novo.
Contudo, Elena – um genuíno Monegasco – também já se aventurou atrás de um volante, no seu principado natal: duas vezes no fim dos anos 90 e, mais recentemente, no ano passado, quando o evento foi uma etapa do Desafio de Rally Intercontinental. O atleta terminou num respeitável 52.º na geral num Citröen DS3 R3, mas ainda não tem intenção de trocar de lugar de forma permanente com Sebastien Loeb.
Então Daniel, o que é melhor: piloto ou copiloto?
Eu penso que sou melhor a copiloto. Espero bem que sim. Mas conduzir no evento do Mónaco significa muito para mim, porque tenho muito orgulho de onde venho e é fantástico estar na presença do ‘nosso’ público. Se tivesse de escolher um, seria copiloto.
De certeza? Ser copiloto é mais divertido?
Copiloto é mais sério, porque é o meu trabalho. O que foi bom na condução foi a sua diversão, porque não interessava se me corria bem ou mal, é algo que faço no meu tempo livre. Ao contrário do nível profissional que é mais importante e muita gente conta comigo para alcançar o sucesso.
‘PENSO SER MELHOR COMO COPILOTO… BEM, ESPERO BEM QUE SIM!’
Então, pensas que Seb Loeb nunca iria experimentar ser copiloto por um dia, numa de diversão?
Duvido. Ficaria muito surpreso. Pelo menos para a minha condução. Por acaso, nem me dei ao trabalho de lhe perguntar da última vez se queria ser meu copiloto.
Quando é que tentaste ser piloto pela primeira vez?
Pilotei no Rally de Monte Carlo, muito antes de fazer de copiloto lá. Entrei pela primeira vez em 1997, mas só fiz o Desafio Príncipe Alberto – que era uma secção amadora do evento. Depois, no ano seguinte, fiz o rally completo, outra vez num pequeno Peugeot 106, mas era muito lento nas subidas e muito rápido nas descidas.
Então qual é a tua primeira recordação da tua carreira no automobilismo?
Nos primeiros tempos com a Peugeot nós tínhamos uma entrada para a oficina, com uma pequena rampa. Infelizmente devia estar meio distraído, ou qualquer coisa parecida, e consegui mandar o carro para fora da rampa e deixei o tubo-de-escape espalmado. Se calhar isso levou-me a tentar sentar-me no outro banco do carro.
O Daniel percorreu um longo caminho, mais em números do que outra coisa. No último ano, em Monte Carlo, o seu Citröen DS3 correu com o número 100. Este ano é, compreensivelmente, o número 1.
Este artigo foi escrito segundo o novo acordo ortográfico.
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