Sébastien Loeb@Rali de Portugal 2011 citroenracingmedia.com

Após a conclusão e sucesso esperado do Rally de Monte Carlo, destacamos os principais momentos dos últimos dias da etapa.

 

“É como o primeiro dia de escola!” gritou Petter Soldberg, na sua estreia com o emblema da Ford. E foi este o sentimento geral no Rally de Monte Carlo deste ano, onde a série WRC voltou depois de três anos de ausência das grandes competições.
“Monte Carlo é, simplesmente, Monte Carlo,” comentou Sebastien Loeb, no Citröen da Red Bull. “Foi muito importante regressar porque é o rally mais famoso do circuito e é fantástico para os construtores e patrocinadores, e igualmente importante sob o ponto de vista de exposição.”


Jari-Matti Latvala foi um líder surpresa, no início, ao volante do Ford. Depois, no fim do primeiro dia na SS4: “A estrada mudou de seca para uma secção com gelo. Após uma curva rápida à direita, que apertava 90 graus, comecei a concentrar-me só no gelo e não nas indicações.” O inevitável acidente ocorreu. “Sentia que estava tudo no sítio para chegarmos longe, e é isso que me está a matar por dentro.”, concluiu Jari.


A partir daqui foi o mesmo de sempre, com Sebastien Loeb a ganhar a liderança e depois a alargar a vantagem para os concorrentes. “Se calhar as pessoas pensam que é fácil, mas garanto que não é!”, esclarece Loeb depois de conseguir distanciar-se por mais de um minuto de Dani Sordo, ao volante de um MINI. “Posso estar na luta pelo meu nono campeonato, mas a paixão e a ambição ainda estão como se fosse o meu primeiro. Não estaria aqui se não fosse assim.”
A batalha de Sordo e Soldberg pelo segundo e terceiro lugar, ao longo do rally, ficou definida quando Soldberg errou na escolha de pneus, ao segundo dia da prova, pondo Sordo no segundo degrau do pódio. Com um piso de gelo traiçoeiro, Soldberg escolheu pneus lisos e com isso perdeu quase um minuto.

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“Este rally faz parte da história da MINI”, afirmava Sordo no final, certamente a pensar em Paddy Hopkirk e os heróis dos anos 60. “Por isso estar no pódio outra vez e fazer parte dessa história é um sentimento muito bom”.
O vencedor da categoria N, para carros de produção, foi o piloto polaco da Red Bull, Michal Kosciuszko, num Mitsubishi Lancer. “O Rally de Monte Carlo é famoso pela sua dificuldade. Se fosse mais fácil não seria a lenda que é.”, afirma o piloto.


Mas o maior herói do evento foi o atleta que terminou em sexto: François Delecour, que voltou ao Mundial de Rally passados 10 anos. O seu copiloto, Dominique Savignoni, que preparava a sua retirada, teve uma despedida para recordar, pois teve oportunidade de se sentar no lugar de piloto nos últimos 5km da etapa final. “Isto era algo que realmente queria fazer pelo meu amigo”, explicou Delecour. “É o seu último rally e eu queria que fosse o mais especial possível para ele. Tenho a dizer que como piloto não é nada mau, de certeza que é melhor que eu a dar as indicações!”.
 

Este artigo foi escrito segundo o novo acordo ortográfico.


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