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O austríaco Hannes Arch já consegue sentir a respiração do britânico Paul Bonhomme no seu pescoço, com a aproximação da etapa de Budapeste da Red Bull Air Race World Championship nos dias 19 e 20 de Agosto, naquela que costuma ser a prova de viragem das classificações da época. Nos últimos três anos de corridas (em quatro), o vencedor da etapa da capital Húngara tem sido o vencedor final do campeonato.

Arch é o actual líder do campeonato, com uma vantagem de apenas um ponto sobre Bonhomme. Em Agosto do ano passado obteve a sua primeira vitória em Budapeste, acabando por vencer o título mundial. O austríaco tem dominado o campeonato ao longo de todo o ano após ganhar a etapa inaugural em Abu Dhabi, mas a sua liderança foi reduzida para um ponto em relação a Bonhomme depois de ter ficado em segundo em Windsor e terceiro lugar em San Diego atrás do francês Nicolas Ivanoff e Bonhomme. Mesmo assim, Arch afirma que é Bonhomme que está a sentir a pressão em Budapeste, a primeira de três corridas europeias em 2009 que culmina na corrida final em Barcelona, durante o fim-de-semana de 3 e 4 de Outubro.
“Paul Bonhomme está sobre maior pressão”, afirma Arch. “Eu já tenho um título mundial. Ele não. Até agora Bonhomme é o homem que fica em segundo lugar. É ele que sente a pressão de vencer uma etapa. Eu não ligo à pressão. É uma coisa com a qual tens que aprender a viver. Se não houvesse pressão, tenho a certeza que estaria mal qualificado no ranking geral.”

Bonhomme, que terminou em segundo tanto em 2007 como em 2008 após liderar parte do campeonato em ambas as temporadas, afirma que é Arch, o actual líder, que está a sentir a pressão das expectativas e dos rivais.
“Há uma enorme pressão em volta do Hannes, quer ele tenha reparado ou não,” diz Bonhomme. “Ele tem tudo a perder, porque só existe um caminho a seguir após ter sido campeão. Para mim, é sempre igual - esperar por algumas vitórias ou segundos lugares e deixar que os pontos falem por si mesmo. Eu sinto apenas a pressão de voar bem.”

Nos anos anteriores, Budapeste provou ser um ponto de viragem e um seguro indicador de quem vai vencer o campeonato. As vitórias na simbólica pista do Danúbio, abriram caminho para os títulos mundiais do norte-americano Mike Mangold e também para o de Arch no ano passado. A magia de Budapeste não funcionou em 2006, quando o britânico Steve Jones venceu mas acabou o ano em sexto na geral enquanto que o norte-americano Kirby Chambliss ficou em quinto em Budapeste e acabou por ganhar o título mundial. Mas Chambliss venceu em Budapeste, no ano de 2004, antes do campeonato mundial ser inaugurado e este acabou por liderar a geral. Já em 2003, Peter Besenyei venceu a sua corrida em casa e foi também o piloto com mais pontos nesse ano.

“Para mim, Budapeste é como se fosse uma corrida em casa“ comentou Arch, salientando ser uma corrida importante, que inicia a segunda parte da temporada 2009 (seis provas). “Centenas de apoiantes vindos da Áustria estarão lá e estou certo que os fãs húngaros farão “figas” por mim tal como pelo Peter Besenyei. Centenas vêm de carro, comboio e especialmente em autocarros organizados pelos fãs. Estarão lá mais de cem pessoas só de um clube de fãs da minha região natal - Styria. Estou mesmo ansioso pela corrida. É extremamente importante e é por isso que farei todos os possíveis para retirar o máximo partido do avião e das minhas próprias qualidades de piloto.”

Com o seu triunfo em Windsor, corrida que liderou a maior parte do fim-de-semana, Bonhomme conseguiu a sua segunda vitória nas últimas quatro corridas, desde o fim de 2008. Bonhomme ficou também à frente de Mangold, tornando-se o piloto com maior número de vitórias na sua carreira (9).
“Espero que esta tendência continue” conta Bonhomme. “Estou bastante satisfeito com essa percentagem mas preciso de consolidar as minhas vitórias num só ano pois actualmente a competição é incrivelmente forte.”

Confiante de que consegue manter viva a sua capacidade de vencer, Bonhomme confidenciou que a sua equipa conseguiu retirar 20 kg da combinação avião/piloto, desde o início da temporada em Abu Dhabi. Alem disso chega a Budapeste com um motor melhorado. Bonhomme diz não ter certezas quanto ao facto da próxima corrida ser tão decisiva como tem sido tradição: “Mas gosto da ideia de vencer em Budapeste e seguir na liderança do campeonato.”


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