Red Bull XPlosion

Depois de um longo período de espera, finalmente foram reunidas as condições ideais para concretizar a primeira edição do Red Bull XPlosion. Aconteceu no dia 12 de Outubro. 12 dos melhores surfistas portugueses da actualidade rumaram a Peniche para viver um novo conceito competitivo. No final a melhor manobra extrema deu direito ao maior “prize-money” atribuído a um só atleta num evento nacional. Francisco Canelas do Algarve foi o grande vencedor com um Tubo de backside muito profundo!

O desafio foi lançado em Maio do ano passado e depois de concretizado o maior período de espera do Surf português, chegou finalmente o momento de pôr em prática um novo conceito competitivo – a busca de novos caminhos procurando criar um espectáculo de grande dinamismo. Sem destino certo, foram as condições do mar que acabaram por ditar a escolha da praia - pois para este desafio exigiam-se ondas perfeitas... Convocados com uma antecedência de apenas 72 horas, doze dos melhores atletas nacionais da actualidade rumaram dia 12 de Outubro à praia de Supertubos - em Peniche - para fazer história. Misturando referências absolutas e revelações, o Red Bull XPlosion juntou Tiago Pires, Marcos Anastácio, José Gregório, Paulo Rodrigues, Nuno Telmo, João Antunes, Nuno Silva, Ricardo Vaz, António Silva, David Luís, Francisco Rodrigues e Francisco Canelas. Objectivo: encontrar a manobra mais extrema. Divididos em dois grupos de seis, os eleitos deram o seu melhor durante duas horas de acção “non-stop” [heats de 60 minutos]. Face às condições do mar - que apresentou uma ondulação na ordem do metro e meio - os “tubos” acabaram por dominar as escolhas da maioria. Foi justamente um tubo backside que permitiu a consagração de Francisco Canelas, o grande vencedor do primeiro Red Bull XPlosion: “surfar um tubo é a melhor sensação do Mundo e quando arranquei para a onda sabia que tinha chegado a minha grande oportunidade. No fundo vivi um misto de sorte e inspiração que se resumiu a um momento mágico”. Natural de Portimão, Canelas tem 23 anos e conta já com uma década de prática competitiva. Antes desta vitória, tinha já brilhado com a conquista do título de Campeão Nacional de Sub-16. Levando para casa o maior “prize-money” atribuído a um só atleta num evento nacional - 2.500 Euros - este finalista de Belas Artes tem agora voos mais altos no horizonte: “terminado o curso vou tentar a minha sorte como profissional do Surf”. Sem eliminatórias, tempos mortos e pontuações - esta aventura resumiu-se à busca de um momento de pura magia. Um conceito que agradou aos atletas Red Bull Tiago Pires e Marcos Anastácio. Para Tiago Pires, sem dúvida o surfista português mais cotado da actualidade: “foi uma experiência única e não tenho dúvidas que este formato competitivo é muito mais estimulante para os atletas e para o público. Isto porque somos convidados a desafiar os nossos limites e podemos arriscar tudo, num verdadeiro apelo à radicalidade!”. Já para o veterano Marcos Anastácio, “o mais importante foi a diversão e bom ambiente que reinou. A ausência da habitual pressão que está necessariamente associada às provas tradicionais também permitiu abraçar outro tipo de atitude - mais descontraída e focalizada na diferença. Fazê-lo juntamente com uma verdadeira selecção nacional foi realmente um prazer”.


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